terça-feira, 30 de maio de 2017

POLÍCIA CIVIL JÁ EMITE DOCUMENTOS DE IDENTIDADE COM ENTREGA NA HORA EM IGARAPÉ-AÇU

A carteira de identidade, principal documento de identificação das pessoas, passou a ser emitida no município de Igarapé-Açu, nordeste paraense, com recebimento no mesmo dia. A novidade foi anunciada, nesta terça-feira, 30, pelo titular da Delegacia do município, delegado Augusto Damasceno. Segundo ele, o documento é emitido, diariamente, de 8 horas da manhã até as 14 horas, na sede da Delegacia de Polícia. 

Em Igarapé-Açu, o serviço de emissão de documentos de identificação conta com servidores públicos municipais, treinados pela Polícia Civil, para atuar como identificadores civis. O serviço é realizado graças a um convênio entre a corporação policial e a Prefeitura Municipal. "Por dia, o local vai emitir até 30 carteiras de identidade", explica o diretor de identificação da Polícia Civil, papiloscopista Antonio Ricardo Paula. 

EMISSÃO DE CARTEIRAS DE IDENTIDADE
O delegado explica que a emissão e entrega da carteira de identidade no ato é possível graças à informatização do sistema de identificação implantada no município que permite acesso online ao sistema de registros de identificação civil, fazendo com os que os dados dos cidadãos sejam registrados diretamente do município via internet sem necessidade de ter de enviar os prontuários das pessoas para outro município ou para Belém. 

Atualmente, a região nordeste do Pará conta com quatro municípios, onde o documento é emitido e entregue na hora aos usuários: Castanhal, Capanema, Bragança e agora Igarapé-Açu. Segundo a diretora de informática da Polícia Civil, delegada Perpétua Picanço, existe previsão de expandir o número de municípios com sistema informatizado, para que o documento passe a ser emitido e entregue na hora nessas cidades. "A medida visa atender não só no nordeste do Estado, como em todas as outras regiões paraenses", detalha.

Somente, no ano passado, o Estado do Pará emitiu cerca de 360 mil carteiras de identidade, o que representa uma média de 30 mil emissões de documentos por mês em 2016. Em 2017, em média, estão sendo emitidas por mês 50 mil carteiras de identidade no Estado. O Pará é o 10º Estado que mais emite documentos de identificação no Brasil. 

Local de emissão das carteiras de identidade em Igarapé-Açu
EMISSÃO DO DOCUMENTO EM IGARAPÉ-AÇU
EMISSÃO Para solicitar o documento de identidade, nos casos de primeira via da carteira, basta apresentar a certidão original de nascimento; duas fotos em cores, recentes e iguais tamanho 3 por 4, e algum comprovante de endereço. Se for adolescente até 16 anos, o responsável deve acompanhar. Se a pessoa for casada, deve apresentar a certidão de casamento original, em vez da certidão de nascimento. Se for divorciada, deve apresentar a averbação de divórcio original. As primeiras vias da carteira são gratuitas. A partir da segunda via, é cobrada taxa de emissão no valor de R$ 37,13. A taxa não é cobrada nos casos de apresentação de boletim de ocorrência de furto ou roubo da primeira via do documento.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

POLÍCIA CIVIL DIVULGA RETRATOS FALADOS DE SUSPEITOS DE ASSALTAR BANCO EM PLACAS

A Polícia Civil do Pará divulgou o retrato-falado de um homem procurado na região oeste do Estado acusado de uma série de assaltos na rodovia Transamazônica, em Rurópolis. O suspeito teve o rosto desenhado com auxílio de programas de computador a partir de informações colhidas durante as investigações. A reprodução simulada do rosto foi produzida pela Diretoria de Identificação Regional da Polícia Civil em Santarém. 

Denuncie: Ligue 181
SE RECONHECER, LIGUE 181
Um dos crimes cometidos pelo suspeito, explica o delegado Ariosnaldo Vital Filho, titular da Delegacia de Rurópolis e responsável pela investigação, foi o assalto ocorrido no último dia 13 de março, quando uma casa no bairro do Aeroporto foi invadida por um homem armado que rendeu os moradores e saqueou objetos pessoais e jóias.

De acordo com o delegado, a imagem elaborada foi avaliada em 70% de semelhança com o autor dos crimes. O suspeito tem cabelo curto e escuro, olhos grandes, redondos e castanhos claros, magro, pele negra, altura de cerca de 1,65m e idade aparente de 30 anos. 

As Polícias Civil e Militar estão atuando de forma integrada no combate à criminalidade no município realizando diligências preventivas diárias e investigações para elucidação das autorias de crimes contra o patrimônio. "O retrato falado é mais um recurso com amparo técnico e científico que a Polícia Civil está lançando visando melhor embasar os procedimentos e chegar à autoria do delito", explica. Quem tiver informações que levem à localização do suspeito do crime deve denunciar ao fone 181, o Disque Denúncia.

PRESOS QUATRO SUSPEITOS DE MATAR LÍDER RURAL EM CASTANHAL

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira, 22, em Castanhal, nordeste paraense, quatro pessoas acusadas de envolvimento no assassinato da líder rural Kátia de Sousa Martins, morta a tiros em sua casa, no último dia 4. As prisões dos suspeitos foram realizadas por policiais civis da Delegacia de Homicídios de Castanhal em decorrência de decretação de prisões temporárias de 30 dias expedidas pela Justiça. Os presos são William Coelho dos Santos, Adriana Cristina Ferreira Coelho, Nazareno da Mota Oliveira e Pedro Pereira Barrozo Filho, assentados do Assentamento 1º de Janeiro, onde a vítima era presidente da Associação dos Assentados. Os presos negaram a autoria do crime em depoimento.


SEDE DA SUPERINTENDÊNCIA DE CASTANHAL
William, filho de Adriana, foi reconhecido como um dos executores da vítima, enquanto que os demais são apontados como mandantes do crime e responsáveis em contratar William como executor da líder rural. As investigações realizadas pela equipe policial chegaram à identificação dos suspeitos e apontaram que a morte de Kátia Martins foi resultado de rixas entre os próprios assentados. Durante as investigações, detalha o delegado Temmer Khayat, titular da Superintendência da Região Integrada do Guamá, sediada em Castanhal, a hipótese de conflito agrário, como motivação do crime, foi descartada. As investigações são presididas pelo delegado Nélio Magalhães, titular da Delegacia de Homicídios de Castanhal. As investigações evidenciaram, com reforço de depoimentos testemunhais, que a hipótese de crime decorrente de invasão da área onde está o assentamento não tinha fundamento, pois em momento algum o proprietário da área entrou em conflito com os assentados e pelo fato de as informações todas apuradas, no inquérito, indicarem que a causa da morte foi conflito interno entre os próprios assentados. 

Devido as atividades que a vítima desenvolvia no Assentamento, ela criou inimigos que faziam oposição à sua liderança na área. Dessa forma, explica o policial, o grupo opositor passou a fazer ameaças e atos de violência no Assentamento. Além disso, ressalta o policial, os atos agressivos praticados pelo grupo opositor à liderança de Kátia Martins foram intensificados, após a reeleição dela à presidência da Associação dos Assentados, no final do ano passado, e após o terreno do assentado Pedro Pereira Barrozo Filho ter sido invadido por outro assentado, cunhado da vítima, há cerca de um mês antes do crime. 

Essa invasão teria ocorrido com a concordância da Associação, já que Pedro teria descumprido exigências para permanecer com o lote de terra, como morar e cultivar na propriedade. Dentre os integrantes do grupo opositor estavam Adriana Cristina e o companheiro dela, Nazareno Oliveira. Os dois abandonaram o terreno que possuíam no Assentamento, no final de semana, após o crime. Já o preso William chegou a trocar de motocicleta cerca de uma semana após o crime, apesar de conformar em depoimento que trabalha como pedreiro, mas que está atualmente sem trabalho fixo, apenas tirando "bicos". 

Em decorrência das investigações, os suspeitos irão permanecer recolhidos à disposição da Justiça. As investigações continuam para tentar identificar outro acusado de envolvimento na execução da vítima. Kátia Martins foi morta a tiros por dois homens, por volta de 20h20, do último dia 4, em sua residência, no Assentamento 1º de Janeiro, na zona rural de Castanhal. Os criminosos invadiram a casa e mataram a mulher. Em seguida, fugiram do local sem roubar nada.