segunda-feira, 22 de maio de 2017

POLÍCIA CIVIL DIVULGA RETRATOS FALADOS DE SUSPEITOS DE ASSALTAR BANCO EM PLACAS

A Polícia Civil do Pará divulgou o retrato-falado de um homem procurado na região oeste do Estado acusado de uma série de assaltos na rodovia Transamazônica, em Rurópolis. O suspeito teve o rosto desenhado com auxílio de programas de computador a partir de informações colhidas durante as investigações. A reprodução simulada do rosto foi produzida pela Diretoria de Identificação Regional da Polícia Civil em Santarém. 

Denuncie: Ligue 181
SE RECONHECER, LIGUE 181
Um dos crimes cometidos pelo suspeito, explica o delegado Ariosnaldo Vital Filho, titular da Delegacia de Rurópolis e responsável pela investigação, foi o assalto ocorrido no último dia 13 de março, quando uma casa no bairro do Aeroporto foi invadida por um homem armado que rendeu os moradores e saqueou objetos pessoais e jóias.

De acordo com o delegado, a imagem elaborada foi avaliada em 70% de semelhança com o autor dos crimes. O suspeito tem cabelo curto e escuro, olhos grandes, redondos e castanhos claros, magro, pele negra, altura de cerca de 1,65m e idade aparente de 30 anos. 

As Polícias Civil e Militar estão atuando de forma integrada no combate à criminalidade no município realizando diligências preventivas diárias e investigações para elucidação das autorias de crimes contra o patrimônio. "O retrato falado é mais um recurso com amparo técnico e científico que a Polícia Civil está lançando visando melhor embasar os procedimentos e chegar à autoria do delito", explica. Quem tiver informações que levem à localização do suspeito do crime deve denunciar ao fone 181, o Disque Denúncia.

PRESOS QUATRO SUSPEITOS DE MATAR LÍDER RURAL EM CASTANHAL

A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira, 22, em Castanhal, nordeste paraense, quatro pessoas acusadas de envolvimento no assassinato da líder rural Kátia de Sousa Martins, morta a tiros em sua casa, no último dia 4. As prisões dos suspeitos foram realizadas por policiais civis da Delegacia de Homicídios de Castanhal em decorrência de decretação de prisões temporárias de 30 dias expedidas pela Justiça. Os presos são William Coelho dos Santos, Adriana Cristina Ferreira Coelho, Nazareno da Mota Oliveira e Pedro Pereira Barrozo Filho, assentados do Assentamento 1º de Janeiro, onde a vítima era presidente da Associação dos Assentados. Os presos negaram a autoria do crime em depoimento.


SEDE DA SUPERINTENDÊNCIA DE CASTANHAL
William, filho de Adriana, foi reconhecido como um dos executores da vítima, enquanto que os demais são apontados como mandantes do crime e responsáveis em contratar William como executor da líder rural. As investigações realizadas pela equipe policial chegaram à identificação dos suspeitos e apontaram que a morte de Kátia Martins foi resultado de rixas entre os próprios assentados. Durante as investigações, detalha o delegado Temmer Khayat, titular da Superintendência da Região Integrada do Guamá, sediada em Castanhal, a hipótese de conflito agrário, como motivação do crime, foi descartada. As investigações são presididas pelo delegado Nélio Magalhães, titular da Delegacia de Homicídios de Castanhal. As investigações evidenciaram, com reforço de depoimentos testemunhais, que a hipótese de crime decorrente de invasão da área onde está o assentamento não tinha fundamento, pois em momento algum o proprietário da área entrou em conflito com os assentados e pelo fato de as informações todas apuradas, no inquérito, indicarem que a causa da morte foi conflito interno entre os próprios assentados. 

Devido as atividades que a vítima desenvolvia no Assentamento, ela criou inimigos que faziam oposição à sua liderança na área. Dessa forma, explica o policial, o grupo opositor passou a fazer ameaças e atos de violência no Assentamento. Além disso, ressalta o policial, os atos agressivos praticados pelo grupo opositor à liderança de Kátia Martins foram intensificados, após a reeleição dela à presidência da Associação dos Assentados, no final do ano passado, e após o terreno do assentado Pedro Pereira Barrozo Filho ter sido invadido por outro assentado, cunhado da vítima, há cerca de um mês antes do crime. 

Essa invasão teria ocorrido com a concordância da Associação, já que Pedro teria descumprido exigências para permanecer com o lote de terra, como morar e cultivar na propriedade. Dentre os integrantes do grupo opositor estavam Adriana Cristina e o companheiro dela, Nazareno Oliveira. Os dois abandonaram o terreno que possuíam no Assentamento, no final de semana, após o crime. Já o preso William chegou a trocar de motocicleta cerca de uma semana após o crime, apesar de conformar em depoimento que trabalha como pedreiro, mas que está atualmente sem trabalho fixo, apenas tirando "bicos". 

Em decorrência das investigações, os suspeitos irão permanecer recolhidos à disposição da Justiça. As investigações continuam para tentar identificar outro acusado de envolvimento na execução da vítima. Kátia Martins foi morta a tiros por dois homens, por volta de 20h20, do último dia 4, em sua residência, no Assentamento 1º de Janeiro, na zona rural de Castanhal. Os criminosos invadiram a casa e mataram a mulher. Em seguida, fugiram do local sem roubar nada.